Quinta-feira

Longe das pessoas da sala da jantar...


Fugir do óbvio nos grandes centros de cidades não é tarefa fácil. Tento buscar um lugar aprazível para almoçar ou algum caminho, ou recanto, para repor energia, que cismo que ainda não foi descoberto.

Vou tentar listar alguns lugares, fora dos já batidos museus e livrarias.

Besi - os mesões de madeira e pé direito alto da loja de decoração-restaurante fazem me esquecer que estou no Centro. Ainda mais depois de um cupcake de chocolate!

Biblioteca da Associação dos Empregados do Comércio - esse é um pulo do gato. rs Para fazer hora no Centro é o melhor lugar. Porque naõ perguntam quem você é, e nem precisa guardar seus pertences.Ainda lê os jornais do dia com vários aposentados que não estão nem aí para o que você está fazendo. Eles já cumpriram seus horários, afinal.

Igreja São José - não precisa ser católico. É um lugar calmo. E tem energia boa, ah, tem! Depois de cinco minutos, você sai renovado.

Corredor das plantas - na Rua da Carioca tem um beco de lojas de plantas que é um corta-caminho em direção ao inferno do Saara.

Almoço na Igreja Presbiteriana - a comida mesmo não é lá essas coisas, mas eles servem o almoço no pátio aberto. Faltam só as redes nas colunas laterais.

Estação da Beleza - salão de beleza mais deserto e com espaço do Centro da cidade. Fica dentro do metrô da Carioca. Ainda oferecem um chinelinho para evitar que se borrem as unhas dos pés lá dentro.


*próximo post Centro da Cidade: os camelôs mais saborosos.

Quarta-feira

Olha o milhooooo


Papo de baia entre 3 pessoas no trabalho:

Funcionário A para funcionário B:

- Enquanto voce vem com o milho, eu ja voltei com a pipoca!

Fucionário C:

_ E eu já comi o saco inteiro!

Xiita no KFC vira msn e blog


Flavia de Almeid... acabei indo jantar no KFC, em vez de lanche no MAC Donald´s

Livia de Souza... ah...

Flavia de Almeid... daí chegou um xiita e perguntou para um sujeito pacato na minha frente, que também estava na fila: já que a Ingrid Bittencourt não conseguiu fazer a revolução, será que o Obama vai se render ao Lula?
Flavia de Almeid... e aí o pacato cidadão se desculpou e foi indo para um caixa, pois tinha chegado a vez dele. Então, o xiita percebendo que ficou só, logo pra quem ele resolve dirigir a pergunta...????
Livia de Souza ... rsrsr

Flavia de Almeid... o xiita falou: temos que manter o nacionalismo até na fila, já que estmaos aqui sem fazer nada. Voce não acha?
Flavia de Almeid... pra que ne??
Flavia de Almeid... eu falei: olha, voce já está dentro do KFC, um restaurante fast-food multinacional!

Livia de Souza ... hahaha
Livia de Souza ... muito bom!

Flavia de Almeid... e voce ainda vem com esse discurso???
Flavia de Almeid... ele nao entendeu, eu repeti.
Flavia de Almeid... aí ele saiu e foi atrás do pacato cidadão, aquele primeiro da fila
Flavia de Almeid... esses caras adoram se fazer de surdos nessas horas

Livia de Souza V... hahaha

Flavia de Almeid... vou colocar isso no meu blog
Flavia de Almeid... merece ne
Flavia de Almeid... nao aguento esses xiitas

Livia de Souza ... claro

Domingo

A partir de agora, 'Go google'

Sophie Calle transformou uma 'carta intelectual pé na bunda' em 104 cartas que foram interpretadas por vários profissionais.

A professora de Educação Infantil retrata bem as perguntas que ficaram faltando o remetente responder ou identificar na carta, para que esta se tornasse consistente, e ele, uma pessoa coerente. rs

Uma pena que a mostra não vem ao Rio. Os cariocas bem mereciam ver como as mulheres fazem do limão uma exposição!

A análise de uma criminologista, ironicamente, foi a que mais me chocou de tão real, além da professora. Achei cruel demais publicar, pois os homens poderiam ter náuseas virtuais. Se quiserem, me peçam... ou 'Go google' (isso pode soar como um 'Cuide de você'? rs)


Minha contribuição para Sophie foi aceita.

Segue a análise de Laure Guy, a professora de Educação Infantil:

1. dê um título para essa história.
2. Quem é o herói da história?
3. Qual é o elemento perturbador?
4. Como o herói quebra o pacto?
5. Como ele decide resolver seu problema?
6. dê outro final para a história


Quinta-feira

Ai, meu nariz...e meus ouvidos...


Alguém me explica que cheiro de esgoto é esse no ar há uma semana, do Aterro, passando por toda a orla, até o Leblon, e que nem a Lagoa escapa?

Será que é culpa do Sarney, que depois de décadas, só agora o povo apurou o olfato e tá sentindo o cheirinho agradável? rs
Porque a moda em Brasília é culpar o Sarney... eu também acho isso justo, só que o esgoto não é só dele, né?

Comecei a observar Sarney a partir da adolescência, no mandato pré-Collor. Depois disso, sempre vi o bigodudo pelos cantos da TV, se não me engano até servindo cafezinho (rs!) fosse o político da situação que fosse, no estilo invisível de Marco Maciel, e já pensava que aquilo não poderia ser saudável para o país. Eis que ele toma o trono, e Lula assiste tudo de camarote sem reclamar (muito estranho!).


O nome José Ribamar, comum a muitos brasileiros, ele fazia questão de reforçar no início. Sempre pensei que essa semelhança é a grande culpada do que ele conquistou até hoje, porque gera intimidade automática com o povo.

Na época de colégio eu tinha que acordar às 6h e a voz de Sarney na Rádio Globo, após o programa do Antônio Carlos que já estourava meus ouvidos, era o fim do mundo.

"A Transamazônica...!!!" Tortura diária para meus ouvidos, que dóem até hoje pela manhã só de alguém falar um pouco mais alto.

E a gritaria da Transamazônica não serviu para NADA! O que se fez a não ser abrir uma estrada que leva nada a lugar nenhum? Sarney caindo, para mim, é vingança pessoal.

Ô bigodudo, você bem poderia ter poupado meus ouvidos.

Terça-feira

A única coisa que conta são as maneiras de viver


Uma vida só é muito pouco, então eu me arrisco. Estou me referindo às coisas que também gostaria de ter sido. Faltou paciência, coragem, meio social ou mais talento.


Até agora me deparei com uns desejos, e não com outros. Uns chamam isso de destino. Eu costumo pensar que são ‘afetos’, esse mesmo, o de Delleuze. Porque ‘a única coisa que conta são as maneiras de viver’.


Não sosseguei depois que Paulinha me postou esse desafio, proposto por
Micheliny: cinco coisas que não sou, mas gostaria tanto de ser que me arrisco.

Bailarina
Uma bailarina do Municipal disse que eu levava jeito. Tínhamos 14 anos, nesses papos de rua, quando eu jogava queimado. Hoje arrisco os passos de jazz da adolescência nos salões da vida. Dançar é ópio, e assim a melodia.

Arquiteta
O máximo que eu faço são casas e ambientes no cantinho do rascunho. Uma verdadeira viagem de cores e objetos! Amo desenhar e não sei o porquê da gente fazer isso tão pouco depois de adulto.

Surfista
Tenho muito medo, mas sou fascinada pelas ondas! Não perco um filme de surfe no cinema. Fico na areia, pego jacaré e ouço rock alternativo...só falta surfar.

Assistente social
Queria recrear crianças. Fui animadora cultural numa colônia de férias. Ou levar isso a sério, orientando pessoas. Sou uma anfitriã do dia, e também das noites boêmias (mas isso é outra história...).

Escritora
Isso tem a ver com horas a fio de isolamento, análise humana, vivência, cultura geral e suor. Escrever um livro é fascinante e sufocante. Até me arrisquei na adolescência... Acho que por isso sou só jornalista.

Os últimos serão os primeiros?

Que loucura. O jornal do Metrô tá fazendo promoçao para o show da Maria Rita:

‘Ganham os leitores cujos e-mails sejam os ÚLTIMOS A CHEGAR até as 15h. Serão distribuídos dez pares.’

O atraso do servidor não conta, como está avisado na 'regra'.

Então dez leitores precisam mandar e-mail e torcer para ele chegar lá nos últimos segundos, ou nos últimos milésimos de segundos, antes das 15h.

E 'se um leitor enviar o e-mail mais de uma vez, será considerado o primeiro e-mail'. Seria um contra-concurso cultural?